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Assistentes Virtuais: a voz comanda a vida.

Artigo de opinião de Sandra Ribeiro, COO da Fabernovel que nos dá a visão do que serão os novos assistentes virtuais que servirão as nossas casas e mudarão para sempre as nossas vidas.

A velocidade da transformação digital do mundo nem sempre é fácil de acompanhar. Não há dúvida que a tecnologia abalou e continua a abalar por completo a sociedade, deixando alguns para trás e a grande questão é: será possível voltar a integrar todos?
A resposta pode muito bem ser SIM!

Os novos mordomos

Chegaram as assistentes virtuais! Quer sejam integradas nos nossos smartphones, quer sejam através de uma coluna conectada (smart speaker). As assistentes virtuais não são mais do que o interface vocal de um software, em que uma voz humana pede, uma inteligência artificial (AI) interpreta e liga-se pela internet a tudo o que estiver conectado para devolver uma resposta ou executar uma tarefa.

Num mundo cada vez mais conectado, este concentrado de AI é um novo mordomo ao qual podemos perguntar o tempo ou “qual é a receita do bolo de ananás?” ou pedir para “chamar um táxi”.

Um estudo recente da Gartner estima que em 2020, 20% dos cidadãos dos países desenvolvidos vão recorrer à ajuda das assistentes virtuais para uma série de tarefas.

À medida que se vão aperfeiçoando, é provável que estas colunas na Amazon, Google ou Apple se tornem indispensáveis em qualquer casa. Veja aqui o video.

Espelho meu, espelho meu.

Sem a complexidade dos dispositivos digitais das últimas décadas, as assistentes virtuais são tão simples de utilizar como o espelho da madrasta da Bela Adormecida. Por isso, a ComScore estima que em 2020, 50% das pesquisas sejam feitas por voz, sem deixar ninguém de fora, dos pequenos e graúdos.

Se responder à pergunta “como vai estar hoje o tempo?” é uma tarefa simples, questões políticas ou históricas sujeitas a diversas interpretações e com várias possibilidades de respostas subjetivas, são um grande desafio para alcançar a naturalidade da conversa humana. Por exemplo, “o que está a acontecer em Portugal?” é uma simples pergunta com milhares de respostas possíveis. Para já, as assistentes virtuais parecem ainda ter muito que aprender com os humanos, como testou a revista Wired. Ora veja

O antropomorfismo das assistentes virtuais não nos pode fazer esquecer que são produtos inovadores, que brevemente chegarão também a Portugal para conquistar mais tempo do nosso dia-a-dia. É que, sem dar por isso, podemos facilmente terminar a conversa com um “obrigado Siri”.

Texto: Artigo de Sandra Ribeiro – COO da Fabernovel para o Impulso+ publicado o Jornal Publico a 04 de Outuro

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