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O Cohousing: Novas formas de habitação

O Cohousing é sem dúvida uma forma de partilha cada vez em voga por todo o mundo uma vez que permite que, no mesmo espaço, possamos conviver pessoas que têm o mesmo estilo de vida ou os mesmos interesses, de forma a envelhecer ativa e positivamente.

Como sabemos, a população mundial está a envelhecer rapidamente. A previsão é que em 2050, o mundo tenha 3 vezes mais pessoas acima dos 60 anos. A boa notícia é que estamos a ganhar tempo de vida. Pois é! Este é um desafio mundial e embora com maior peso na Europa e em particular em Portugal, que é já um dos países mais envelhecidos do mundo. O que nos coloca a todos um grande desafio: O envelhecimento pode e deve ser tratado para que seja vivido com qualidade e de forma positiva. No tema da habitação, temos cada vez mais opções.

Assim, quando a idade chega, as pessoas seguem diferentes opções de vida. Algumas são cuidadas pelos filhos, outras vão para uma casa de repouso. As mais arrojadas, que não querem viver sozinhas, optam por ir viver com seus amigos ou colegas com quem partilharam grande parte da vida e com quem têm maiores afinidades. E a esta nova moda, chama-se Cohousing.

O Cohousing:

Foi criado na década de 1970 na Dinamarca, e valoriza o contato com os amigos, em comunidade, criando uma alternativa ao modelo tradicional de habitação.

Em termos práticos, os moradores têm casas ou espaços individuais, mas dispõem de áreas comuns, considerados complementos das suas zonas privadas. Os objetivos por trás deste novo formato de habitação, é a aproximação dos moradores, a diminuição do custo de vida, a promoção do sentimento de partilha e ainda a hipótese de reciclagem e de reaproveitamento de recursos.

Espaços do COHOUSING?

Arquitetura que une
A disposição das casas é planeada para fomentar a proximidade entre os seus habitantes. Podem ser construídas cerca de 20 a 40 residências, com áreas comuns de jardins e áreas de lazer entre elas.

Casa própria
Cada família vive com privacidade em sua própria casa, mas convive com toda a comunidade, partilhando por exemplo as horas de refeições, ou o espaço de lazer.

Vida comunitária 
Existem áreas comuns onde se partilha por exemplo uma cozinha, uma sala de jantar, uma lavandaria, uma biblioteca, um ginásio, podendo ainda haver uma zona de oficina de artes e também espaço de lazer.

Divisão de trabalho 
Os moradores dividem tarefas, como o cuidado com hortas e jardins. Na oficina coletiva, podem ficar os equipamentos de apoio as atividades.

Respeito ao meio ambiente
Os moradores utilizam transportes alternativos. Os espaços ao ar livre são pensados para os pedestres. O estacionamento fica em uma área periférica.

Colaboração
É comum os carros e as bicicletas serem compartilhados e os pais fazerem uma escala para levar e buscar as crianças na escola. As decisões sobre a comunidade são tomadas por todos, sem hierarquia. ”

Parte final do artigo adaptado de: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/conteudo_418857.shtml 

Este vídeo é EXCELENTE para compreender o conceito de cohousing.

Cada uma destes sistemas de Cohousing tem regras próprias e existem hoje em dia variadas formas e formatos espalhados por todo o mundo. Uma regra base para que tudo corra bem é que os futuros residentes devem participar no planeamento do espaço e na sua manutenção, sendo que as decisões de interesse da comunidade deverão ser tomadas entre os moradores e onde deverá imperar o consenso.

O que é certo, é que este sistema de habitação poderá ser um dos motivos que faz as pessoas viverem mais e mais felizes. Ora veja este TedTalk que lhe explica um pouco mais o porque pela mão de Grace Kim uma arquiteta que escolhem viver num sistema de Cohousing: How cohousing can make us happier (and live longer) | By Grace Kim

Texto: Sofia Alçada – Texto adaptado em parte  “Planeta sustentável” (link disponível no texto)
Imagem: Unsplash | ialicante-Mediterranean-Homes

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