Revista IP 05 - Setembro/Outubro


Índice
4 - EDITORIAL
10 - VIVA VOZ
Opinião
AIV-2011 - A Força do Voluntariado
Por Elza Chambel, Conselho Nacional de Promoção do Voluntariado
Fórum
Balanço do Ano Europeu do Voluntariado
Internacional
Por Gabriella Civico,
Project Manager, EYV 2011 Alliance
16 - CAPA
Entrevistas
Fernanda Freitas e Conceição Zagalo
sobre Voluntariado em Ano Europeu
24 - NO CENTRO
Entrevistas
Rui Mendes Costa, Galp Energia
Programa Aconchego, Fundação Porto Social
28 - EXPERIÊNCIAS
Nacionais
Escola de Verão de Voluntariado, Volunteerbook,
Dia do Voluntariado no Escolhas,
Voluntariado empresarial - BCSD, Pista Mágica
Internacionais
Médicos do Mundo, Voluntários das Nações Unidas
38 - PRÉMIOS & INCENTIVOS
44 - ARTIGOS TÉCNICOS
“No poupar é que está o ganho”
Por João Paulo Rocha
Gestão do Voluntariado nas Organizações Sem Fins Lucrativos
Por Graça Rojão
50 - FOTOFILANTROPIA
Editorial
“Se as pessoas não procurarem não encontram.”
A frase não é minha, é da Fernanda Freitas. Numa entrevista que foi mais que isso, foi uma agradável conversa, numa das esplanadas do Jardim Zoológico de Lisboa numa tarde estranhamente quente deste mês de Outubro. Se as pessoas não procurarem oportunidades de se darem, o seu tempo, o seu talento, a actividades de voluntariado, não encontrarão. E pode ser fácil encontrar. Pode bastar estar atento, numa ida a uma farmácia em que ficamos a saber que um vizinho está acamado e precisa da ajuda de alguém para fazer pequenas compras. E pode ser fácil encontrar na internet acedendo por exemplo ao volunteerbook, com vontade genuína de encontrar a quem dar um pouco do nosso tempo. E não precisa de ser muito, podem ser umas horas por semana ou por mês. Desde que haja compromisso. Que não falhemos.
Portugal é um caso de sucesso neste Ano Europeu de Voluntariado, citado pela Europa fora. Fernanda Freitas representou-nos numa importante conferência em Londres, organizada pela BBC e pela Comissão Europeia. Nós sabemos fazer bem e ser um caso de sucesso. Façamos, portanto, bem, também nesta área do voluntariado. E não deixemos esmorecer as vontades e a criatividade no próximo ano e nos outros que se seguem porque as necessidades continuam aí. E o voluntariado continua a ser indipensável.
E as empresas, num movimento que parece não ter retorno, aderiram a esta causa do voluntariado, e não só pintam paredes como olham para o que se passa dentro delas. Que o seu empenho continue e se desmultiplique no futuro, que saibam replicar e expandir os seus projectos. Não porque no caminho acabam por motivar os seus colaboradores, mas simplesmente porque sim. (Embora as razões, para mim, possam ser quase irrelevantes, desde que cumpram bem os fins.)
E os jovens. Parabéns pelo vosso empenho, pela vossa imaginação posta em prática. Parabéns Re-food! Que saibam expandir o vosso projecto por Lisboa e por outras cidades portuguesas.
Diz a Comissão Europeia que são milhões os voluntários europeus. Mas que três quartos ainda não desenvolvem qualquer actividade de voluntariado. O desafio é imenso, mas estimulante.
Precisamos que as organizações sem fins lucrativos, da área social, cultural, ambiental, ou outra do terceiro sector, abram as portas e aprendam a acolher os voluntários. Há muita energia e boas intenções disponíveis. Que saibam ajudar a transformá-las em trabalho em prol de uma melhor sociedade.
Esta revista é para si.
Raquel Campos Franco




