Revista IP 30 - Novembro / Dezembro

Índice

04 EDITORIAL

 

09 VIVA VOZ

OPINIÃO

Quando há Sol, não é para todos.

Por Gustavo Carona

 

FÓRUM

Porque queremos acolher?

Por Manuel de Lemos, União das Misericórdias Portuguesas; Vânia Neto, Microsoft Portugal; Alfredo Abreu, Serve the City Portugal; Luís Alberto Silva, União das Mutualidades Portuguesas; Guilherme Pinto, Câmara Municipal de Matosinhos

 

INTERNACIONAL

Esquecidos

Por Amy Bird, Forgotten in Idomeni

 

16 Capa

ENTREVISTAS

Tony Calleja, JRS Médio Oriente

Rui Marques, Plataforma de Apoio aos Refugiados

 

26 NO CENTRO

Dina Vardaramatou, Praksis

A Crise no Mediterrâneo

 

30 EXPERIÊNCIAS

NACIONAIS

Conselho Português para os Refugiados, Caravana Aylan Curdi, Família ao lado, Colégio das Escravas do Sagrado Coração de Jesus do Porto, Ikea Foundation, Reconnect

INTERNACIONAIS

Riace

 

39 PRÉMIOS & INCENTIVOS

 

44 ARTIGOS TÉCNICOS

A “crise dos refugiados” e o conceito de “segurança humana”

Por Rute Baptista

Diz-me que desafios tens, dir-te-ei quem és – o futuro do investimento social

Por Rita Casimiro e António Miguel

 

50 FOTOFILANTROPIA


Editorial

Era uma vez o Natal

Regressemos ao Natal: Jesus nasceu numa manjedoura, rodeado de animais, porque chegados Belém, depois de uma longa viagem, José e Maria, seus pais, não encontraram ninguém que os pudesse acolher.

Passados milhares de anos, a história triste repete-se, com várias agravantes. Hoje, são milhares as famílias que viajam forçadamente, ainda que não seja a melhor altura. Não viajam, fogem. Hoje, a viagem é provavelmente ainda mais assustadora, os riscos são mais e maiores. São milhares, aqueles que morrem. E por fim, o que encontram? Uma manjedoura de arame farpado.

A Irmã Irene Guia, da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, que tanto inspirou este número dedicado a todos os que fogem e procuram refúgio, dizia em público, muito recentemente que “estamos doentes”. Não estamos inteiros.

Ao longo deste número da Revista Impulso Positivo, as palavras “humano”, “humanidade”, dignidade”, serão provavelmente as mais vistas. Mas afinal onde é que estão? Como somos capazes de não ver nas imagens que nos assaltam todos os dias, o ser humano, semelhante a nós, que sofre desmesuradamente? Onde está a humanidade que concretiza ao abrirmos mão do egoísmo que não nos faz querer os outros? Onde está a nossa própria dignidade ao ignoramos o que se passa à nossa porta? E já agora, onde está aquela vontade infantil de querermos fazer parte dos bons da fita? Este é o maior medo que se pode ter: Deixarmos de Ser Humanos. Estamos em risco.

Ao longo das próximas páginas vai encontrar a história de quem vive de perto a realidade nos países de origem mas também do lado de cá do Mediterrâneo. Deixe-se inspirar. É preciso atuar. É preciso Acolher. Bem.

 

Feliz Natal e um novo ano cheio de esperança.

 

Leonor A. Rodrigues