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Novas formas do combate ao sal

“O Ministério da Saúde irá iniciar muito em breve a negociação com os sectores da indústria e distribuição, com vista à reformulação dos produtos com excesso de sal”, adiantou no dia 15 de Janeiro ao PÚBLICO fonte do gabinete de comunicação do ministério.

Estava previsto um novo imposto sobre bolachas, biscoitos, batatas fritas e flocos de cereais com excesso de sal, mas este acabou por ser eliminado do OE 2018. Ao invés disso, de acordo com a proposta de um dos partidos com assento na assembleia, pretende-se que o Governo aprove um “plano de metas de redução da quantidade de açúcar, sal e ácidos gordos trans (tipo especial de gordura) presentes nos alimentos embalados e refeições pré-confeccionadas ou fornecidas em refeitório até 2020”.

 

Francisco George, num artigo de opinião também no Jornal PÚBLICO de título “Inadiável reduzir sal” – refere que “Está cientificamente demonstrada a relação causal, em cascata, do excesso de sal na alimentação, que leva a aumento de pressão nas artérias e que, por sua vez, ‘cansa’ o coração na sua missão de ‘bomba’ para fazer circular o sangue a todas as células do corpo”. Assim Francisco Jorge pede o envolvimento de todos – “cidadãos, famílias, sociedade civil, titulares de cargos políticos, através de todos os meios” concluindo ainda, dizendo “Compreende-se assim que haja necessidade de explorar todos os mecanismos capazes de conduzirem a este objectivo da sociedade em reduzir o excesso de sal nos alimentos. Todos.”

 

Recomenda-se o consumo máximo de cinco gramas de sal por dia para adultos e três gramas para crianças, valores indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No nosso país, consome-se em média de 8 a 10 gramas por dia.

Texto: Sofia Alçada
Imagem: Unsplash | Mira Bozhko

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