Loading...

Prémios SANTA CASA Neurociências

 

Desde 2013 que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apoia o desenvolvimento de projetos de investigação científica e clínica, tendo já feito um investimento nesta área que se aproxima dos 2,5 milhões de euros. Os Prémios SANTA CASA Neurociências, atribuídos anualmente, consistem em dois prémios de 200.000 euros cada um:

 

o Prémio Melo e Castro, que distingue o melhor projeto científico que potencie avanços para o tratamento de lesões medulares; e o Prémio Mantero Belard, que premeia o melhor projeto na compreensão e tratamento de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento.

Focando este artigo neste último prémio, por ir ao encontro das temáticas abordadas no Impulso+, é importante lembrar que as doenças neurodegenerativas, como o são as demências, a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, entre outras, são das maiores causas da antecipação da perda de autonomia, enfraquecendo a qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores.

O Prémio Mantero Belard é, assim, um apelo às comunidades médica e científica para se debruçarem na compreensão, diagnóstico e tratamento deste tipo de doenças.

As equipas de investigação que temos vindo a apoiar e acompanhar, vencedoras das edições dos Prémios SANTA CASA Neurociências, contribuíram de forma ímpar nesta área com uma produção científica intensiva. Através do financiamento já feito, as equipas de investigação atingiram mais de 500 indicadores de produção e divulgação científicos, dos quais resultaram 73 novos artigos científicos publicados e 46 teses de mestrado e doutoramento.

Quanto a resultados qualitativos, algumas metas promissoras foram também atingidas, nomeadamente, e a título de exemplo, a investigação conduzida pela equipa liderada por Rodrigo Cunha, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), que possibilitou a eliminação dos primeiros sintomas da doença de Alzheimer em modelos animais.

Foram metas atingidas não só pelo investimento regular da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas também devido à excecional colaboração científica da Universidade do Porto, da Universidade de Lisboa, da Universidade de Coimbra, da Sociedade Portuguesa de Neurologia, da Sociedade Portuguesa de Neurociências e da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação.

Não são ainda as soluções finais que tanto procuramos para as diferentes pessoas e famílias que acompanhamos. Não será, também, no tempo que gostaríamos que fosse, ou seja, hoje. Mas, sem dúvida, estamos a contribuir ativamente para que as tão desejadas respostas cheguem de forma mais rápida às pessoas que tanto delas dependem.

Texto: Artigo de Rita Paiva Chaves, Diretora do Departamento de Qualidade e Inovação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – publicado no Impulso+ no Jornal Público

Imagem: SCML

Artigos recentes